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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cartas não enviadas (1)




M.F,
É incrível como as pessoas são descartadas, as amizades terminam de uma hora pra outra, e aquele sentimento inexplicável é o único que resta.
Eu sempre fui sua melhor amiga e você a minha, contávamos tudo uma pra outra, nos falávamos todos os dias, em todas as oportunidades estávamos juntas. Para você, eu contei todos os meus segredos, confessei meus erros, confiei minha vida. Me esforcei para ser a melhor amiga que um dia você já teve, e apesar de pequenos desentendimentos constantes, os momentos que eu tive com você foram de mais pura felicidade. É duro ver que antes a gente tinha tudo que precisava e não sabia. Ok, ok, eu não tinha tudo que eu precisava, mas eu tinha você, que se juntava com um nada, e o tornava tão completo, tão tudo.  Tudo que eu queria você tinha, e eu juro que me esforçava ao máximo para te dar tudo que você queria também. Você tinha outras outras companhias e eu fui totalmente flexível, te ajudava quando as outras apenas outras, sem tanta importância  te deixavam de lado. Te dava meu ombro a qualquer momento de necessidade e e ficava no seu lado não importava pelo que estávamos lutando. Eu era sua melhor amiga, e tinha certeza absoluta que tudo iria furar para sempre, e será que isso vai mesmo acontecer? Sabe, se você quer realmente deixar tudo que passamos para trás e se desmanchar do passado, eu vou te entender, eu sempre priorizei a sua felicidade. Mas pensa um pouco: eu tenho corrido atrás de você todos os dias, e tenho sido ignorada e várias vezes trocada sempre. Você não percebe que tudo está diferente? Os meus olhos não estão sendo claros o suficiente? Eu tenho que chegar na sua frente e falar na sua cara para você entender que eu sinto sua falta todos os segundos do meu dia e eu quero você aqui do meu lado? Pra sempre. Eu te amo muito amiga, e eu realmente preciso de você do meu lado aqui para sempre. Só pra sempre. Será que é pedir muito?

ass.: m.f.

E dane-se se a carta saiu uma merda ruim, porque as lágrimas atrapalharam muito viu? 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Fato





Depois de todo o semestre esperando por esse dia, ele finalmente chega.
E mesmo me preparando, não tem como não sentir aquelas borboletas se formarem no meu estômago.
A sensação de rever uma melhor amiga depois de todo esse tempo é revigorante.
Na verdade, no dia de hoje, me desliguei por completa. Não entrei no computador, não tirei fotos, não atendi uma ligação. Não coloquei no twitter o quanto estava feliz. Não precisava.
Não precisava mostrar a ninguém que encontrar você depois de todo esse tempo foi bem mais do que eu esperava, um sonho realizado. Acho que pelo fato de eu não estar mais me importando com tudo isso, com opiniões alheias. Já que opiniões alheias não iam mudar o fato de você estar aqui, agora. O fato de que eu aguentei todo esse semestre para te ver no dia de hoje, e devo dizer, foi maravilhoso. 
Opiniões alheias não vão mudar o fato de que agente ter aguentado todo esse tempo e nossa amizade não ter enfraquecido mostra o quanto ela é forte.
E que nem as barreiras do tempo e da distância vão acabar com ela assim, facilmente.




PS.:  Obrigada grande amiga pelo dia maravilhoso que foi ontem. Sei que o texto não ficou tão bom quanto merecia, mas acho que demonstra o quanto fiquei feliz por te ver.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Stories

When we are kids, adults tell us to not believe in horror stories, stories of monsters or witches, that they don't exist and nothing bad could happen to us. So then come the famous fairytale, with princess and magic, and make us to believe that one day in the perfect future, we'll be having a happy ending,where a prince will come in a white horse and pick us up in every fall. 
However, us, innocent kids, grow up, and when this happens, they forget to tell that it wasn't all true. 
We find the monsters who we were afraid of and see the ghosts of  worry in our mind. Lately, we learn how to control them, and this make us realize that they weren't so bad at all. We also find that the fairytale is not real, and the prince never appears when we need, and the magic isn't in front of us, like we always thought.
This whole of bullshit shows that, when they said to not be afraid of monsters or ghosts, they were talking about every problem that we have courage to resolve today and all the insecurities; and the beautiful fairytale of our childhood, is just a future's metaphor. 
So, we don't need to be scary of the future or desist to find a happy end. Let's just live, and maybe, have a happily aver after.


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Essa foi uma redação que eu fiz para o meu curso de inglês com o tema 'Stories'. Eu gostei muito, e resolvi postar, em ingles mesmo, para manter o texto original, ou só por preguiça de traduzir mesmo. :b  
Mari Ferreira

sábado, 7 de agosto de 2010

Já é hora





Sabe que já tiveram dias, 
em que eu pensei que nunca ia acabar. Eu nunca ia parar de amar você. Mesmo depois de tudo terminado, você continuaria sendo a pessoa dos meus sonhos, e eu ia te conquistar novamente, nem que fosse com outro pseudônimo. Eu continuaria a tentar, e quando o meu último plano tivesse falhado, eu teria que parar e te amar secretamente. Iria virar aquela cinquentona que mora sozinha, e se entope de sorvete toda noite para tentar cobrir as marcas de um amor mal-acabado. 
Eu não conseguia me imaginar com outra pessoa que não fosse você. 
Parece que tudo mudou.
Me vejo admirando outras pessoas, me apaixonando por outras pessoas, outras pessoas sem ser você.
E eu fico feliz. 
Por não carregar mais o fardo de um amor não correspondido.
Por não ser mais a pessoa que ia correr atrás de você até os planos acabarem.
Por talvez não me tornar a cinquentona, carente, solteira. 

E sabe, eu acho que já é hora de dizer.
Já é hora de agradecer por tudo e mais um pouco.
Já é hora de dizer que você foi a razão da minha felicidade, mas nos últimos dias, tem sido a razão do meu sofrimento.
Já é hora de dizer o último eu te amo.
Já é hora de dizer tchau.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Miss you, happiness


Levei a famosa cadeira de balanço - a que eu sento quando quero pensar- para a varanda e fiquei ali. Fiquei olhando a movimentação, quase inexistente e o céu que hoje, estava triste. Não sei se porque eu estava triste e via tudo a minha volta mais triste, ou só porque o dia parecia ser de chuva.
Uma lágrima, que eu não tinha idéia que estava ali, esquentou a minha bochecha, contornou meu queixo e permaneceu ali.
Senti uma facada em meu peito, e chegou como um foguete aquela falta.
Falta dos meus amigos, de amores que parecem nem existir, do cheiro da minha mãe, falta das tardes na casa da minha vó.
E com o susto da intensidade que as minhas lágrimas caiam, voltei a realidade.
Já estava começando a pingar e a cada minuto, a chuva invadia mais a varanda. Mesmo um pouco molhada continuei ali com meus pensamentos.
Desculpe presente, por te magoar tanto.
Desculpe futuro, por não ter a mínima esperança em você.
É que eu sinto tanta saudade do passado.
Sinto saudade dos meus amigos, que nem sei se lembram mais.
Sinto saudade da família, que está cada vez mais distante.
Sinto saudade do meu amor, que nem sei se posso mais chamar assim.
E sinto saudade de você também... minha antiga companheira, felicidade

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Winnie the Pooh

Todo dia acordo com aquele Pooh na minha cama. O ursinho de pelúcia que você me deu na sua primeira licença do exército. Você disse que o comprara na Disney de Paris e trouxera especialmente para mim, porque sabia do quanto eu gosto do Pooh.
E mesmo amando o presente, e o fato de que ele significa o quanto você lembra de mim enquanto serve; também odeio acordar com esse pedácio de pelúcia todas as manhãs, porque esse urso que está aqui, seguro, e não você, que está arriscando a sua vida, e lutando pelo que você acha que um dia vai ser um mundo pacífico.