Mostrando postagens com marcador criancisse. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador criancisse. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Manual de uso
Não me chame pelo nome, sim pelo apelido. Me faça surpresas, me faça rir, me faça sentir amada. Me deixe com saudades, com aquele gostinho de 'quero mais' e brigue comigo as vezes, por que os melhores sempre brigam. Tome muito cuidado com os meus sorrisos pequenos, geralmente guardam mentiras. Fale comigo, fale sobre você, seus hábitos, seus jeitos, seus sentimentos, se abra, mas não totalmente, quero conhecer-te ao longo do tempo, ir te descobrindo aos poucos. Quero coragem, cavalheirismo, educação, compreensão e momentos clichês, que me deixam sempre tão alegre. Me traga flores e brinque com meu cabelo, com as minhas mãos. Fale da beleza inexistente em mim e faça brincadeiras do meu temperamento forte. Nunca diga que não me entende, e não me compare com as outras. Tenha seus amigos e entenda que eu tenho os meus; mas tenha um ciuminho, um pouquinho só, para eu me sentir querida. Dance comigo todas as músicas; sente ao meu lado só para apreciar a chuva cair; viva os momentos de dor, tristeza, e choro, porque esses últimos não vão faltar. Abrace-me como se não houvesse amanhã e amanheça ao meu lado quando as noites forem difíceis. Seja o dono perfeito para mim, que eu serei seu brinquedo favorito. Cuide muito bem de mim que vai durar até onde agente quiser.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Jogos
Pra dar uma animada no Trip - ando sem imaginação e tudo mais; vou fazer alguns jogos, desafios. Sugiro que outros blogueiros que me sigam também façam o desafio, é bem interessante, dá pra descobrir muitas coisas. haha
DESAFIO - 10 DIAS
DESAFIO - 10 DIAS
Dia um: Dez coisas que você quer dizer a dez pessoas diferentes agora mesmo.
Dia dois: Nove coisas sobre você.
Dia três: Oito maneiras de ganhar seu coração.
Dia quatro: Sete coisas que passam muito pela sua cabeça.
Dia cinco: Seis coisas que você deseja não ter feito nunca.
Dia seis: Cinco objetos que significam muito pra você.
Dia sete: Quatro coisas que te deixam pra baixo.
Dia oito: Três coisas que te seduzem.
Dia nove: Duas carinhas que resumem sua vida nesse momento.
Dia dez: Uma confissão.
Já vou começar agora! Espero que gostem. Bjs - Mari F.
sábado, 18 de setembro de 2010
O filho que eu quero ter
Pois eu também dei de sonhar, um sonho lindo de morrer.
Vejo um berço, e nele eu me debruçar, com um pranto a me correr.
E assim, chorando, acalentar, o filho que eu quero ter.
Dorme meu pequenininho, dorme que a noite já vem.
Teu pai está muito sozinho, com tanto amor que ele tem.
De repente o vejo se transformar, num menino igual a mim.
Que vem correndo me beijar, quando eu chegar, lá de onde eu vim.
Um menino sempre a me perguntar, um porquê que não tem fim.
Um filho a quem só queira bem, e a quem só diga sim.
Dorme menino levado, dorme que a vida já vem.
Teu pai está muito cansado, de tanta dor que ele tem.
Quando a vida, enfim, quiser me levar, pelo tanto que me deu.
Sentir-lhe a barba me roçar, no derradeiro beijo seu.
E ao sentir também sua mão vedar, meu olhar dos olhos seus.
Ouvir-lhe a voz a me embalar, num acalanto de adeus.
Dorme meu pai sem cuidado, dorme que ao entardecer,
teu filho sonha acordado, com o filho que ele quer ter.
Vinicius de Moraes ♪
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Stories
When we are kids, adults tell us to not believe in horror stories, stories of monsters or witches, that they don't exist and nothing bad could happen to us. So then come the famous fairytale, with princess and magic, and make us to believe that one day in the perfect future, we'll be having a happy ending,where a prince will come in a white horse and pick us up in every fall.
However, us, innocent kids, grow up, and when this happens, they forget to tell that it wasn't all true.
We find the monsters who we were afraid of and see the ghosts of worry in our mind. Lately, we learn how to control them, and this make us realize that they weren't so bad at all. We also find that the fairytale is not real, and the prince never appears when we need, and the magic isn't in front of us, like we always thought.
This whole of bullshit shows that, when they said to not be afraid of monsters or ghosts, they were talking about every problem that we have courage to resolve today and all the insecurities; and the beautiful fairytale of our childhood, is just a future's metaphor.
So, we don't need to be scary of the future or desist to find a happy end. Let's just live, and maybe, have a happily aver after.
---
Essa foi uma redação que eu fiz para o meu curso de inglês com o tema 'Stories'. Eu gostei muito, e resolvi postar, em ingles mesmo, para manter o texto original, ou só por preguiça de traduzir mesmo. :b
Mari Ferreira
This whole of bullshit shows that, when they said to not be afraid of monsters or ghosts, they were talking about every problem that we have courage to resolve today and all the insecurities; and the beautiful fairytale of our childhood, is just a future's metaphor.
So, we don't need to be scary of the future or desist to find a happy end. Let's just live, and maybe, have a happily aver after.
---
Essa foi uma redação que eu fiz para o meu curso de inglês com o tema 'Stories'. Eu gostei muito, e resolvi postar, em ingles mesmo, para manter o texto original, ou só por preguiça de traduzir mesmo. :b
Mari Ferreira
quarta-feira, 21 de julho de 2010
A minha criança
É que tem uma nuvem imensa na minha cabeça, cheia de pensamentos sobre você. Ela fica de lá para cá. Intermitente. Indecisa. Se fica ou se vai embora.
Acho que é porque você também não se aquieta - igual à uma criança pequena. Já ocorreram tantas reviravoltas na nossa relação que nem sei mais onde isso vai dar. Mas de algumas coisas estou convicta.
Eu sempre soube que não seria fácil, desde a primeira vez que
o vi com a sua carinha infantil;
desde a primeira vez que
me apaixonei pela sua carinha infantil.
Eu sempre soube que ser sua garota, seria difícil como ser mãe da criança mais bagunceira de todas.
Eu sempre soube que um dia 'a minha criança' iria crescer e virar um adolescente insuportável.
Eu sempre soube também, que iria te amar do jeito que uma mãe ama um filho, intensamente e pela eternidade.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Bolinhos de mandioca
É que a gente se pega em uma tarde de sábado rindo sozinha na cozinha lembrando daquele cheiro. E aquele determinado cheiro - dos bolinhos de mandioca da minha vó! - me transporta para outro tempo, um filme vai passando pela minha cabeça, meio embaçado, sem muita nitidez - como os filmes costumavam ser naquela época - e tocando no fundo, aquela música da Norah Jones, que ninguém daqui deve saber, mas se chama Seven Years. Durante o filme, me vejo garota, bem pequenininha, só de meias, sentada na mesa de madeira toda detalhada, balançando os pezinhos à espera da vovó, que mexia vagarosamente a mistura do bolo - sem muita mais força para mexer mais rápido. Tudo ali, a cozinha, as meias, a vovó, o bolo, parece tão aconchegante e feliz, e eu continuo ali, me balançando, como se a minha maior preocupação fosse os bolinhos de mandioca.
E assim as tardes iam, as tardes que nunca (NUNCA!) eram vazias, preenchidas com a sessão da tarde, as sonecas, Nescau com pão, brincadeiras e brigas com o irmão, pés totalmente sujos, e joelhos ralados.
Os domingos eram outra maravilha. Pareciam ser sempre dias ensolarados, mesmo os que choviam. E aquele almoço? Que toda a família comparecia e cada um trazia a sua especialidade- pure de batatas, frango com milho, feijão petro novinho. As tias tagarelas, os primos se acotovelando sobre a mesa, a avó corpulenta e sorridente, feliz da vida de ver a casa cheia, o vô meio quieto, as vezes com uma cara de bravo, mas que por dentro, estava adorando tudo aquilo.
E agora nos sábados, eu fico na frente do computador a tarde praticamente inteira, como em um restaurante nas comerciais, e as vezes me pego rindo ao sentir aquele cheiro de bolo de mandioca. Aquele cheiro que era algo como minha família.
E dá aquela vontade incontrolável de rir e de chorar ao mesmo tempo, porque amanha seria o domingo-na-casa-da-vó, e agente não pode mais ir para o quintal brincar de pique-esconde e se sujar todo na grama, ralar toda a perna, e passar methiolate no joelho, mesmo doendo, porque methiolate ardia naquela época. Agente é adolescente agora, não me lembro desde quando, mas é isso agora, mesmo sendo horrível, não temos mais quintal e sessões-da-tarde. Só de vez em quando, para não ser totalmente injusta.
É tudo um filme embaçado, ao som de Norah Jones.
Mariana F.
E assim as tardes iam, as tardes que nunca (NUNCA!) eram vazias, preenchidas com a sessão da tarde, as sonecas, Nescau com pão, brincadeiras e brigas com o irmão, pés totalmente sujos, e joelhos ralados.
Os domingos eram outra maravilha. Pareciam ser sempre dias ensolarados, mesmo os que choviam. E aquele almoço? Que toda a família comparecia e cada um trazia a sua especialidade- pure de batatas, frango com milho, feijão petro novinho. As tias tagarelas, os primos se acotovelando sobre a mesa, a avó corpulenta e sorridente, feliz da vida de ver a casa cheia, o vô meio quieto, as vezes com uma cara de bravo, mas que por dentro, estava adorando tudo aquilo.
E agora nos sábados, eu fico na frente do computador a tarde praticamente inteira, como em um restaurante nas comerciais, e as vezes me pego rindo ao sentir aquele cheiro de bolo de mandioca. Aquele cheiro que era algo como minha família.
E dá aquela vontade incontrolável de rir e de chorar ao mesmo tempo, porque amanha seria o domingo-na-casa-da-vó, e agente não pode mais ir para o quintal brincar de pique-esconde e se sujar todo na grama, ralar toda a perna, e passar methiolate no joelho, mesmo doendo, porque methiolate ardia naquela época. Agente é adolescente agora, não me lembro desde quando, mas é isso agora, mesmo sendo horrível, não temos mais quintal e sessões-da-tarde. Só de vez em quando, para não ser totalmente injusta.
É tudo um filme embaçado, ao som de Norah Jones.
Mariana F.
Assinar:
Postagens (Atom)


