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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Na vida tudo passa, até a uva passa



As preocupações diárias muitas vezes se tornam tão inquietantes que deixamos de pensar em como a vida é curta e devemos aproveitá-la ao máximo. Pode soar clichê, porque pra mim também parece, mas eu garanto que só estou escrevendo isso porque é importante, e merece ser lido.
Quantas vezes você já se pegou pensando: "Parece que foi ontem que..."? Pois é, parece que foi ontem que o ano estava começando e aquelas promessas de ano-novo foram feitas. Parece que foi ontem que aquela pessoa se tornou um grande amigo. Parece que foi ontem que eu me apaixonei e parecia que ia durar pra sempre...
Quantas promessas de ano novo você cumpriu?  E quantos grandes amigos você perdeu esse ano? Quantos você manteve? Você ainda pensa que aquela paixão vai durar pra sempre? Agora que mais um ano se passou, será que muitas mudanças foram notáveis em sua vida? Me peguei perguntando esse tipo de coisa a mim mesma e acabei chegando a conclusão de que a vida passa num piscar de olhos, e cabe a nós aproveitá-la da maneira como acharmos melhor.
Falo isso porque nesse ano não cumpri a maior parte das promessas feitas, e nem me toquei sobre o assunto. Falo isso porque perdi grandes amigos... ganhei também, de fato... mas as perdas foram imensuráveis. Falo isso porque corri o risco de me apaixonar e criei expectativas... e acabei me decepcionando. Isso tudo aconteceu rápido me mudou de alguma forma como pessoa. 
A vida passa, as promessas passam, os amigos, os amores, tudo passa. Basicamente a única coisa que permanece é você. Você permanece nessa caminhada, onde pouquíssimas coisas permanecerão para sempre. Por isso aproveite enquanto tem algo que gosta, aproveite as coisas boas que a vida lhe presentear, por que tudo passa, e você não vai querer dar valor só depois que perder. 


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sonhos (Ir)reais

Ele é o homem dos seus sonhos. 
Lê os melhores livros e escuta suas músicas preferidas. Gosta de passar as tardes de domingo tomando chocolate quente debaixo de um cobertor. Toca violão para você, faz exercícios diariamente, está sempre muito bem vestido. Nos sábados, ao invés de ir ver futebol e tomar uma cervejinha, te leva a um ótimo restaurante, ou até para ver uma comédia romântica que acabou de lançar. Ele até te deixa comer um pote de Nutella inteiro quando você ta de TPM. 
Você está tão centrada em achar o homem dos seus sonhos, que nem reparou naquele cara bonitinho da academia, só porque o ouviu cantar um sertanejo. Esqueceu daquele que foi super gentil com você só por que sabe que ele gosta de filmes de terror e ação, e isso não faz o seu tipo. Muitas vezes você perde grandes oportunidades atrás do 'cara dos sonhos' porque você acha que é a garota dos sonhos, e que precisa disso e daquilo.
Mas as vezes o que vai te fazer feliz não é necessariamente o que você imagina. Ele pode até não ler os seus livros preferidos ou escutar as melhores músicas, mas se vocês passarem bons momentos juntos, o que que isso importa? Restaurantes chiques de vez em quando é bom, mas o cachorro quente lá da esquina é maravilhoso, e é tão simples. El pode preferir o videogame ao invés do exercício, e ele pode não ser alto e forte,  mas nada te deixa mais segura - e mais boba, do que aquele sorriso.
Ele tem milhares de defeitos que te chateiam e as vezes te tiram do sério, mas e daí? Você também tem. E você sabe que atrás dessa sua aparência intelectual e perfeitinha tem uma pessoa  que adora usar camisetas velhas para ficar em casa vendo filmes, e comendo brigadeiro direto da panela. 
E são essas coisas que te fazem uma garota dos sonhos de alguém, por que o verdadeiro, é bem mais bonito.  

sábado, 2 de abril de 2011

Chuva e Sol




O tempo passa tão rápido que 
a gente nem percebe a velocidade
que as coisas mudam. Lembro que 
outro dia estava falando da falta 
de chuva, e como esta trazia 
aquele sentimento de tranquilidade, 
como eu me sentia segura com a 
chuva, com o barulho da chuva, 
com o cheiro da chuva. 
Hoje, assim como ontem, assim 
como toda a semana, se não 
todo mes, choveu, e dife-
rentemente da época da seca, 
não me senti tão bem assim com 
a chuva. Depois de um tempo, 
ela vai te pressionando, e você
muda de idéia, por que nem 
todos os dias a chuva te faz 
sentir segura, ela atrapalha 
seus planos, e aí tudo o que 
você deseja é acordar com raios 
de sol entrando pela sua janela.
Com todas essas metáforas de amor
tempo, o que quero dizer é que,
tudo muda, e da mesma forma que 
o tempo; da mesma forma que quando 
está seco, você deseja que chova, 
e quando está chovendo, você torce
por um sol; a mesma coisa quando 
se trata dos seus sentimentos, as 
vezes você se sente presa, outras 
horas só quer alguém para abraçar,
mas a verdade é que até você encontrar 
a pura felicidade e paz, você não vai 
se contentar com sol nem com a chuva,
você vai desejar os dois. E falando 
por mim, ainda não encontrei o meu
meio termo, não sei se sou sol ou 
chuva, mas até eu descobrir, vou
desfrutando as temporadas. 
Esperando até a chuva, ou o sol, 
aparecerem na minha janela pela manhã.

Por : Mariana F. 


-- 



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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cartas não enviadas (1)




M.F,
É incrível como as pessoas são descartadas, as amizades terminam de uma hora pra outra, e aquele sentimento inexplicável é o único que resta.
Eu sempre fui sua melhor amiga e você a minha, contávamos tudo uma pra outra, nos falávamos todos os dias, em todas as oportunidades estávamos juntas. Para você, eu contei todos os meus segredos, confessei meus erros, confiei minha vida. Me esforcei para ser a melhor amiga que um dia você já teve, e apesar de pequenos desentendimentos constantes, os momentos que eu tive com você foram de mais pura felicidade. É duro ver que antes a gente tinha tudo que precisava e não sabia. Ok, ok, eu não tinha tudo que eu precisava, mas eu tinha você, que se juntava com um nada, e o tornava tão completo, tão tudo.  Tudo que eu queria você tinha, e eu juro que me esforçava ao máximo para te dar tudo que você queria também. Você tinha outras outras companhias e eu fui totalmente flexível, te ajudava quando as outras apenas outras, sem tanta importância  te deixavam de lado. Te dava meu ombro a qualquer momento de necessidade e e ficava no seu lado não importava pelo que estávamos lutando. Eu era sua melhor amiga, e tinha certeza absoluta que tudo iria furar para sempre, e será que isso vai mesmo acontecer? Sabe, se você quer realmente deixar tudo que passamos para trás e se desmanchar do passado, eu vou te entender, eu sempre priorizei a sua felicidade. Mas pensa um pouco: eu tenho corrido atrás de você todos os dias, e tenho sido ignorada e várias vezes trocada sempre. Você não percebe que tudo está diferente? Os meus olhos não estão sendo claros o suficiente? Eu tenho que chegar na sua frente e falar na sua cara para você entender que eu sinto sua falta todos os segundos do meu dia e eu quero você aqui do meu lado? Pra sempre. Eu te amo muito amiga, e eu realmente preciso de você do meu lado aqui para sempre. Só pra sempre. Será que é pedir muito?

ass.: m.f.

E dane-se se a carta saiu uma merda ruim, porque as lágrimas atrapalharam muito viu? 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tardes de verão



                                      And then I saw her, she's just crying under my favorite tree
                                      I talk to her, I was trying, to show what she couldn't see. 
                                                          - Tchubaruba, Mallu Magalhães ♪




E nunca houve tarde mais turbulenta, porém mais feliz do que aquela. 
Estava um dia bonito demais e aquela menina era bonita demais para ter o rosto tomado de lágrimas daquele jeito.
E o menino não pensava em outra coisa além da sorte que teve desta menina bonita escolher logo a sua arvore para chorar.
E o menino não pensava em outra coisa além do azar que teve de ser tão tímido e não ter nada em mente  para consolá-la.
Daquele jeito acanhado não conseguiu extrair muitas idéias, e no final, o único movimento que fez foi dar a volta e sentar do outro lado da grande arvore, abrir seu romance e tentar esquecer o chorôrô que acontecia do outro lado, já que ele não tinha forças para tomar alguma atitude.
Lá pelas tantas, ele ouve a voz doce da doce menina, em meio a soluços.
-Amor? - a voz sai fanha.
E aquilo soou tão bem para o menino, aquela alegria esperançosa se contagiou por cada parte de seu insignificante corpo e ele silenciosamente fantasiou.
-Amor... amor...!
-Amor. Pensei que você não ligaria mais! Por que você demorou tanto? - a menina indagou, começando a enxugar as lágrimas e se recuperar.
E no que o menino percebeu que aquilo não era com ele, a alegria que havia se espalhado por todo lugar, morreu tão rápido quanto apareceu. Poderia sair dali na mesma hora sem que a menina percebesse, ou poderia fazer qualquer barulho para a menina percebê-lo. Mas de qualquer forma, não queria ser percebido, então só continuou em silêncio no seu canto , ou melhor, do seu lado.
-Oque? Rô, não fala uma coisa dessas. É claro que você tá confuso!
...
-Não!Não! - a menina já berrava - Rodrigo, você tá enganado. Depois de tudo você vem me falar isso!
A menina volta a chorar e parece que quem estava do outro lado da linha finalizou de vez, porque o telefone foi arremessado longe pela menina.
O menino sem dizer nada, levantou-se e foi pegar o celular, deixou o do lado dela e sentou-se ali mesmo sem  falar um pio. De poucos em poucos, o tímido rapaz chegou mais perto, a abraçou e falou que tudo ficaria bem. De poucos em poucos a doce moça foi parando de chorar, agradeceu o desconhecido e deu um triste sorriso: ainda não estaria pronta. Ele compreendeu.
Conversaram por um bocado, a menina se sentiu amada, e o menino, como se estivesse protegendo uma boneca de porcelana. Se tornaram grandes amigos, talvez alguma coisa maior que isso estaria por vir, mas de uma coisa ambos estavam convictos:
Nunca houve tarde mais turbulenta, porém mais feliz do que aquela. 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

I - Superação

Acordo com o telefone tocando.

* Alô?

* Alô? Quem é? É a Mariana ?

* Eu mesma - começei a reconhecer a voz. Enfim o momento em que você me ligara chegou, esperei tanto por isso, e não tive nenhuma reação. Minha respiração? Parou. Meu coração? Mais rápido que nunca. E as palavras que eu vinha preparando a tanto tempo? Não tiveram nem a intenção de se manifestarem.

Você continuou a falar.

*Já era de se esperar que fosse você. Eu já sei de tudo. Você acha que as pessoas não comentam? Claro que elas sabem de você. Eu acho isso ridículo! Eu não te amo, você pode me amar... mas eu não! Nunca nem falei com você guria...

Ele usou esse termo, depois de tudo que eu fiz por esse garoto ele me chama de guria. E o que ele tava falando? Como ele podia estar sendo tão insensível com tudo isso; de tudo que eu já tinha imaginado para quando essa hora chegasse, isso não estava nem perto dos planos.

E o que eu fiz? Nada, fiquei calada, ouvindo ele me dar uma bronca que eu não merecia estar levando. O que eu fiz? O amei com todas as minhas forças, fiquei acordada durante noites imaginando nós, combinando nomes, chorando... Nossa, como eu chorei. Lágrimas não faltaram! E depois de músicas fossa, 'comida de deprê', travesseiro ensopado e tudo mais... o que eu ganho? Isso. Isso não!

A culpa é sua! Que me fez colocar esperanças no que não deveria, me fez te amar até quando não merecia, te apoiar nos seus altos e baixos. Você que foi essa pessoa maravilhosa - até agora - que sempre estava de bem com a vida e não deixava de sorrir nunca. Você me fez te amar, você é o culpado nessa história.

E ele continua:

*Você deve estar muito enganada com o que penso sobre você. Eu nem falo com você! Você nem é minha amiga! Quando me falaram que era você, primeiro fiquei questionando: quem é essa garota? Depois me convencendo de que como alguém que nem me conhece pode fazer esse tipo de coisa! Maluca você ouviu? Maluca! Haha.

Ok, agora o choro começa, tento controlar, pra não parecer que to chorando, mas é quase inevitável. A pessoa que você ama, você deposita todos, TODOS, os seus sentimentos nela para te chamar de maluca?! Qualé.

*E se você quer saber... eu não quero mais saber de você. Só resolvi te ligar agora pra dar um basta nessa história. Não me procure mais! Tchau , Mariana.

Ele falou meu nome como se eu fosse a doença mais mortal do planeta inteiro. E eu não consegui falar nada em troca. Estava totalmente paralisada. Como isso poderia acontecer?

Chorei muito naquela hora. E como já estava na cama, adormeci por ali mesmo, com o cabelo todo bagunçado e o celular que só me trazia tristezas na mão. Acordei novamente mais tarde, e ao checar o celular, ninguém havia me ligado naquela manha. Havia sido só um sonho. Primeiro capítulo da superação.

sábado, 11 de dezembro de 2010

- Por que você continua sonhando com ele?

                      (Porque eu amo ele com todo o meu corpo. Todas as músicas que eu escuto eu tento relacionar com ele e na maioria das vezes eu consigo. Porque toda vez que o telefone toca eu penso : será que é ? Porque meu coração dispara toda vez que eu ouço aquele nome, e não passo um dia sem olhar sua foto. Porque quando falam em felicidade e verdadeiro amor eu penso em nós dois. Porque eu junto nossos sobrenomes para ver qual junção combina mais. Porque eu me arrumo até pra ir pra padaria no caso de eu o encontrar, mesmo que essa seja a possibilidade mais inusitada de todas. Porque ele é a última pessoa que penso antes de dormir, a pessoa que eu rezo por todos os dias, e porque mesmo com tudo que acontece de decepcionante na minha vida, ele é que me faz levantar de manha todos os dias. Porque isso que me faz ficar assim é quase uma doença. Isso que me faz ficar assim é amor. )

-Aaaah, porque eu sou muito sonhadora, assim como toda boa pisciana :)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bipolaridade


Eu te odeio. Odeio como você é perfeito.
Odeio quando seu cabelo cai na sua cara e você o joga pro lado. 
Odeio a cor dos seus olhos, brilhantes demais, tão claros. 
Odeio o jeito como você se movimenta, como se estivesse flutuando, isso é muito irritante. 
Odeio como você consegue agradar todo mundo... todos te amam, você ama à todos.
Odeio o seu bom humor, nunca se chateia com nada, sempre é otimista demais.
Odeio também o seu talento, como você consegue fazer tudo tão perfeitamente?
Odeio você porque eu te amo. 
Te amo tanto que eu começo a te odiar, te invejar.
E eu te amo pelas mesmas razões pelas quais te odeio. 
Mas eu também te odeio porque eu te amo e você não me ama de volta...
E eu continuo aqui... nessa bipolaridade de sentimentos. 


Por Mari F. 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cappuccino

Ela andava na rua, triste, no frio, indiferente à tudo. Uma garoa fina caia, e o dia estava ridiculamente cinza. Com o andar rápido, não ia a lugar nenhum. Viu uma loja de tortas que parecia aconchegante, era o que ela precisava: um cappuccino fresquinho para colocar as idéias no lugar. Não pensou duas vezes, entrou. Nem o seu jeito enfático chamou a atenção das pessoas ao redor, ninguém se moveu. Era tudo cinza lá dentro também, mas era quente, por isso permaneceu ali. Os cheiros dos diferentes tipos de cafés servidos, e os doces na vitrine, convidativos. Sentou-se em uma das mesas de toalhas xadrez desbotadas e escolheu um cappuccino francês com muito chantilly. Enquanto esperava seu pedido, observava as pessoas afundadas em seus jornais, lendo as mesmas notícias de violência com aquele mesmo olhar de quem lê horóscopo, inexpressível. Era assim que acontecia, todos conformados, ela pensou. Mas assim que chegou o seu cappuccino, coberto com todo aquele chantilly derretendo, ela esqueceu de tudo. E quando o paladar pode sentir o gosto daquele delicioso café com chocolate, ela se sentiu como se não tivesse mais nada com que se preocupar. Esqueceu até os próprios problemas que a faziam andar na rua naquele dia frio, de garoa, problemas que ela julgava serem maiores que o mundo. Enquanto bebia lentamente o cappuccino pensava como não tinha graça viver. Não tinha as roupas ou o celular que desejava, brigava com os pais porque os mesmos não deixavam voltar tarde das festas, só tinha amores não correspondidos, que só a deixavam triste. Mas logo algo a tirou do seu mundinho imperfeito: pequenas mãozinhas com unhas sujas, e um pacote de jujubas. Quando viu as mãos, observou tudo: os chinelos quase soltando, a roupa surrada e úmida, os olhos. Os olhos brilhantes da criança, de súplica. Encarou por um segundo os olhos, como se alguma coisa a tivesse despertado para o mundo real, onde os problemas das pessoas vão muito além e brigas os pais e preço de celular. Ali, na sua frente, viu a realidade, vendendo nada menos do que jujubas, como que se desculpando porque estava tentando sobreviver.
Ela não comprou as jujubas. Não pode.
No ápice da explosão de sentimentos abraçou o menino, que assustado, hesitou por um momento, mas relaxou.  Uma cena de compaixão e amor, onde duas pessoas ganhavam o que queriam. A menina percebeu que os seus problemas não são os únicos, e muitas vezes, pequenos comparados ao das outras pessoas. O menino, aprendeu que apesar de tudo não se pode deixar de ter amor na vida.
Quando ela soltou o menino, o brilho nos olhos não eram mais de culpa, e sim de esperança.
A garota saiu do café, pagou um pro menino, apressadamente, e mesmo com a garoa, o dia não parecia mais cinza.
O garoto de relance sorriu. Não vendeu jujubas, vendeu realidade.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Manual de uso

                  

 Não me chame pelo nome, sim pelo apelido. Me faça surpresas, me faça rir, me faça sentir amada. Me deixe com saudades, com aquele gostinho de 'quero mais' e brigue comigo as vezes, por que os melhores sempre brigam. Tome muito cuidado com os meus sorrisos pequenos, geralmente guardam mentiras. Fale comigo, fale sobre você, seus hábitos, seus jeitos, seus sentimentos, se abra, mas não totalmente, quero conhecer-te ao longo do tempo, ir te descobrindo aos poucos. Quero coragem, cavalheirismo, educação, compreensão e momentos clichês, que me deixam sempre tão alegre. Me traga flores e brinque com meu cabelo, com as minhas mãos. Fale da beleza inexistente em mim e faça brincadeiras do meu temperamento forte.  Nunca diga que não me entende, e não me compare com as outras. Tenha seus amigos e entenda que eu tenho os meus; mas tenha um ciuminho, um pouquinho só, para eu me sentir querida. Dance comigo todas as músicas; sente ao meu lado só para apreciar a chuva cair; viva os momentos de dor, tristeza, e choro, porque esses últimos não vão faltar. Abrace-me como se não houvesse amanhã e amanheça ao meu lado quando as noites forem difíceis. Seja o dono perfeito para mim, que eu serei seu brinquedo favorito. Cuide muito bem de mim que vai durar até onde agente quiser.

sábado, 18 de setembro de 2010

O filho que eu quero ter


É comum agente sonhar, eu sei, quando vem o entardecer. 
Pois eu também dei de sonhar, um sonho lindo de morrer. 
Vejo um berço, e nele eu me debruçar, com um pranto a me correr. 
E assim, chorando, acalentar, o filho que eu quero ter. 
Dorme meu pequenininho, dorme que a noite já vem. 
Teu pai está muito sozinho, com tanto amor que ele tem. 
De repente o vejo se transformar, num menino igual a mim.
Que vem correndo me beijar, quando eu chegar, lá de onde eu vim. 
Um menino sempre a me perguntar, um porquê que não tem fim. 
Um filho a quem só queira bem, e a quem só diga sim. 
Dorme menino levado, dorme que a vida já vem. 
Teu pai está muito cansado, de tanta dor que ele tem. 
Quando a vida, enfim, quiser me levar, pelo tanto que me deu. 
Sentir-lhe a barba me roçar, no derradeiro beijo seu.  
E ao sentir também sua mão vedar, meu olhar dos olhos seus. 
Ouvir-lhe a voz a me embalar, num acalanto de adeus. 
Dorme meu pai sem cuidado, dorme que ao entardecer, 
teu filho sonha acordado, com o filho que ele quer ter.

Vinicius de Moraes  

sábado, 11 de setembro de 2010

Idiota


Hoje, quando me olhei no espelho de manhã, reparei um pouco mais na pessoa refletida. Fiz uma constatação. Eu sou idiota! Isso mesmo, sou completamente idiota. Mas não pense que eu tenho vergonha disso. Nos dias de hoje, ser idiota é um presente.
Os idiotas de hoje são aqueles que conseguem sorrir quando o momento de dor vem. São aqueles que ainda dizem Eu Te Amo olhando nos olhos, valorizam um abraço amigo, e gostam de andar de mãos dadas. Idiotas acreditam num sentimento verdadeiro, ainda esperam encontrar um amor perfeito, que escrevem poesias e textos clichês, e mandam flores. Idiotas são românticos. Mas românticos de verdade, totalmente melosos, e não se envergonham disso. São aqueles que se permitem chorar quando o amor vai embora, quando a amizade acaba, ou até quando o filme, ou a música emociona. Cantam músicas de amor como se fossem hinos da própria vida, mesmo porque para corações apaixonados - como o dos idiotas - são. Idiotas são sentimentais, se magoam com a menor briga e lutam para voltar a tudo ser como antes. Idiota pede desculpa até mesmo quando não erra, pede a permissão para a menor coisinha, da bom dia, boa tarde, boa noite. É o indivíduo que sempre pergunta 'precisa de alguma coisa?' 'tá tudo bem?' 'como você tá?' . É aquele que não esquece nem do amigo que não dá mais notícias, lembra da infância e fica recordando como era bom. Idiota ri de si próprio, que brinca de descobrir desenho em nuvem, anda descalço e adora tomar banho de chuva. Que chora com a briga de amor - na realidade chora por quase tudo - e que a cada briga pensa que o mundo acabou, mas que logo perdoa, e fica tudo bem. Idiota, mesmo nesse mundo do jeito que é, insiste em ser sincero. Que estende a mão para ajudar quem for, e que sempre acaba fazendo o bem, sem nem saber para quem está fazendo. Idiotas se preocupam, se arrumam e se enfeitam para encontrar com a pessoa amada. Querem estar sempre bonitos, nem que seja só para ir na padaria. Idiotas se divertem. Idiotas tem amigos. Idiotas amam. Idiotas são felizes.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Aproveite



Chega uma hora que dá aquela vontade de sentar e deixar que tomem as decisões pela agente. É porque é triste pensar nas coisas que deixamos para atrás, pensar no que teríamos feito se nossa escolha fosse outra, etc, etc, etc.
Mas eu vou contar um segredo: triste é deixar as coisas passarem por medo. Não fazer o que você quer por temer o que os outros vão pensar. Não seja cruel com você, não se limite, somente viva - não faça nada tão absurdo, é claro - se permita ser feliz, e aproveite a viagem.
Morra de amores, se apaixone inúmeras vezes, não se prenda aos ciúmes, já que ninguém é obrigado a estar com você, as pessoas convivem com quem elas querem, pense nisso. 
Faça coisas sem sentido, tome banho de chuva, cante bem alto sem saber a letra, conte piadas sem graça e de risadas até a barriga ficar doendo. 
Tenha momentos de fossa, coloque aquele CD do Roberto Carlos, que eu sei que você tem escondido em algum lugar e coma brigadeiro até não poder mais. Fique o dia inteiro de pijamas e com o cabelo bagunçado. Tenha um dia de diva no salão também, para dar uma animada no astral. 
Reclame, reclame a beça desse mundo, mas não faça disso um hábito, pra não ficar chato. 
Passe mais tempo com quem você ama, e tenha aqueles momentos clichês.
Tudo que eu disse até agora, alguém já te disse, e eu sei que é cafona e que você pensou até de desistir de ler. Entretanto, você chegou até aqui, e eu sei que lá no fundo, você ta morrendo de vontade de fazer tudo isso.
Hoje, eu já morri de amores, ouvi meu Roberto Carlos, olhei para o céu e pensei : como eu sou feliz, e vim aqui escrever isso para mostrar para todo mundo. 
Aliás, com licença. Vou até ali ouvir música e me divertir um pouco nessa noite quente. Espero que você faça o mesmo.